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Trilha Inca: Principais atrações turísticas

Trilha Inca: Principais atrações turísticas

Não há dúvida que a Trilha Inca, a rota de trekking mais famosa da América do Sul, é umas das excursões mais solicitadas para se chegar a Machu Picchu. Um percurso de 43km que implica muito esforço e, que, ao final tem sua recompensa por tudo o que oferece.

Você deve se perguntar por que esta caminhada é tão popular entre os viajantes e nós apresentaremos as diferentes atrações turísticas que você poderá encontrar neste percurso por esta aventura única no mundo e que você terá que realizá-la ao menos uma vez na vida.

Descubra incríveis paisagens

Sem dúvida a maior atração que este percurso pela Trilha Inca oferece são as paisagens incríveis que se pode observar ao longo da rota. Maravilhosos vales inter-andinos de inúmeras quebradas, montanhas e riachos que se formam das geleiras. Tudo isso acompanhado de um clima temperado, entardecer alucinante e noites de sonho para contemplar o céu serrano em meio ao nada.

Conheça a flora e a fauna da zona

Durante todo o trajeto pode-se observar uma grande variedade de flora e fauna silvestres próprias do lugar. A seguir mencionaremos algumas:

Flora:

  • As gramíneas alto andinas, da família das plantas monocotiledôneas possuem caule cilíndrico, nodoso e geralmente oco, folhas alternadas que abraçam o caule, flores agrupadas em espigas ou em maçarocas e grãos secos cobertos pelas escamas da flor.
  • Ichu ou palha Valente é um pasto de altiplano andino sul americano empregado como folhagem para o gado, principalmente os camelídeos sul americanos.
  • Pisonay é uma árvore de regiões temperadas da Cordilheira dos Andes. Possui uma folhagem frondosa e flores coloridas, encontrando-se frequentemente nas praças dos povoados e cidades serranas, brindando com sua sombra o calor diurno.
  • Queuña, do gênero botânico Polylepis, é uma árvore mais resistente ao frio e tem como função regular o clima, prevenir a erosão do solo e armazenar água. É muito recomendada para reflorestação por ser muito útil para o desenvolvimento da mudança climática.
  • Orquídeas, no trajeto desta caminhada pode-se observar mais de 300 espécies de orquídeas distribuídas em cada piso ecológico. Assim encontram-se exemplares de Sobraliadichotoma, Stelis, Pleurothallis, Brassia, etc
  • Muña, nome científico de inthostachysmollis pertencente à família Lamiaceae. Arbusto de flores brancas com efeito estimulante em nosso organismo traduzindo-se em uma melhor digestão, alívio para cólicas menstruais e enjôos. Além disso, é uma magnífica alternativa para pessoas asmáticas e com problemas de tosse.

Fauna:

  • Vizcachas, espécie de roedor histricomorfo pertencente à família Chinchillidae. Tão pequeno que chega a pesar 8kg, com farta e macia pelagem.
  • Urso-de-óculos, nome científico TremarctosOrnatu. Conhecido pelos habitantes como ukuko, habitam os bosques úmidos da selva alta. Sua cor negra com manchas circulares próximas ao rosto deram origem ao seu nome.
  • Taruka, um tipo de cervo cujo nome científico é Hippocamelusantisensis. Conhecido comumente como veado andino.
  • Galo das rochas, conhecido como rupicala peruviana cujo significado é aves das rochas do Peru ou ave peruana. Estas aves vivem em cachoeiras podendo ser observadas nas cataratas de mandor em Águas Calientes.
  • Borboletas, conforme informação do SERNANP (Sistema Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado), 10% das borboletas existentes em todo o Peru são encontradas no Santuário de Machu Picchu.
  • Rã andina, rã aquática endêmica, possui uma cor alaranjada e vive em mananciais e riachos. É uma das espécies mais conhecidas e que mais abundam no Santuário Histórico de Machu Picchu São em sua maioria endêmicas e em via de extinção.

Veja também: Melhor época do ano para fazer a Trilha Inca

Pernoite em meio à natureza

O simples fato de pernoitar em meio à natureza implica estar em um ambiente de paz e tranquilidade. Quem conhece o trajeto da Trilha Inca sabe que se caminha até as 18h para pernoitar em barracas. Durante o percurso não se conta com iluminação pública, mas se pode desfrutar da luz das estrelas e da lua e deleitar com o som da natureza interpretando cânticos que emanam de insetos e algumas aves noturnas.

É sem dúvida uma das experiências mais prazerosas e inesquecíveis para qualquer viajante que realizar esta excursão.

Descubra atrações arqueológicas

Em todo este trajeto podemos apreciar muita beleza natural e conhecer diferentes sítios arqueológicos. A seguir descreveremos alguns deles:

  • Piscacucho – situado a 2800msnm é mais conhecido como o km82 e é o ponto de início da excursão da Trilha Inca. Nesta comunidade pode-se apreciar os costumes próprios dos habitantes seja em sua vestimenta folclórica ou sua arquitetura.
  • Llactapata – povoado que pertenceu à cultura Inca e está localizado a 2840msnm. São vestígios que perduram até hoje e trata-se de construções com vários setores como recintos, praças, escadarias, canais, plataformas, terraços agrícolas com sistema de drenagem.
  • Wayllabamba – este complexo arquitetônico é parte das atrações que podem ser observadas na rota da Trilha Inca. Trata-se de um muro de contenção de estrutura com cimento inca que protege a área que abriga e que ainda hoje é usada como área de cultivo.
  • Warmiwañusca – conhecida como a passagem da mulher morta. Ponto mais alto de toda a excursão da Trilha Inca, a 4215msnm. Chega-se a esta montanha no segundo dia de caminhada. Considerado um dos dias mais puxados exclusivamente porque se chega a este ponto, deixando sem fôlego a maioria dos caminhantes por ser uma subida muito inclinada. Ao chegar você se depara com uma vista reconfortante da paisagem, suas montanhas com neve e flora variada. 
  • Runkurakay – trata-se de uma construção semi-circular que conta com uma praça central e recintos , um muro com oratórios ou nichos, como também com portas trapezoidais. Está a 3760msnm.
  • Sayacmarca – descoberto por Hiram Bingham em sua expedição a Machu Picchu, outorgando-o o nome de Cedro-bamba ou pampa dos cedros, porém posteriormente na expedição de Paul Fejos passou a ser chamado de Sayacmarca que significa povo inacessível. Situado a uns 3600msnm, à beira de um precipício mostra a grandeza que os incas tiveram ao construí-la.
  • Phuyupatamarca – significa lugar sobre as nuvens e está situado a 3670msnm. É considerada uma construção de grande complexidade uma vez que a estrutura de seus muros de contenção e plataformas foram construídas em um lugar inclinado em cima do morro. Conta com recintos, praças, canais de água, pontes, escadarias e plataformas de observação que, quando está sob a névoa parece flutuar.
  • Wiñayhuayna – palavra quíchua que significa eternamente jovem. É uma cidadela ancestral da época inca localizada no percurso da Trilha Inca. Tal construção é constituída por dois setores (superior e inferior) conectados por escadarias contendo terraços agrícolas, de onde se pode ver o rio sagrado Urubamba.
  • Intipata – conjunto de plataformas e recintos da época inca, situado a 2840msnm, considera um recurso paisagístico possuindo canais de irrigação e que, na época inca serviu como área de cultivo para a população. É um dos mais claros exemplos que nossos antepassados nos deixaram de grande respeito que tiveram com a natureza e puderam aproveitar tais terras sem degradá-la ou maltratá-las.
  • Inti Punku – propriamente dita, a porta do sol. Situada a 2745msnm na lateral da montanha de Machu Picchu. Conforme pesquisadores, na época inca,era usado como um ponto de controle para as pessoas que chegavam e saíam da cidadela. Sua construção foi dedicada exclusivamente ao Deus Sol. Daqui tem-se uma vista panorâmica e privilegiada da mesma cidadela de Machu Picchu, Huayna Picchu e o rio Urubamba.
  • Machu Picchu – significa Montanha Velha e é considerada a cidade sagrada dos incas. Situada a 2430msnm, este lugar mostra uma das maravilhas enquanto arquitetura uma vez que encontramos várias construções perfeitamente erigidas, assim como 200 casas e, durante seu apogeu, este número era maior. Além disso, contempla praças, templos, caminhos, escadarias, terraços, aquedutos etc. Desta forma nos perguntamos: Como eles realizaram tal maravilha? Até o momento é algo difícil de se acreditar.

Conheça viajantes de todas as partes do mundo

Durante a Trilha Inca que geralmente dura 4 dias, sendo a rota mais recomendada a ser feita para se conhecer melhor, você pode compartilhar muitas histórias e vivências com cada um de seus companheiros de viagem. Aqui as pessoas se encontram com outras de diferentes nacionalidade e idades, construindo a cada dia confiança para se relacionar.

De alguma maneira esta relação cresce com os dias, tornando a excursão mais tranquila e confortável, uma vez que é criada uma maior empatia e compreensão caso alguém precise de ajuda. Por essa mesma razão, este passeio se torna mais especial que o normal.

Veja também: Dicas para reservar a Trilha Inca

Desfrute desta experiência única na vida

Conforme a experiência vivida pelos caminhantes que realizaram este trajeto até Machu Picchu, pode se entender que apesar do grande esforço que realizaram para enfrentar este desafio, das condições de altitude e fator climático que não é muito favorável para pessoas que vivem em baixas altitudes, dizem que foi o mais surpreendente e inesquecível que fizeram em toda a sua vida e que, apesar de sofrerem com o mal de altitude vale a pena ter feito.Te convido a descobrir por si mesmo e fazer parte desta aventura.

Informação adicional

Devemos levar em conta que a Trilha Inca possui dois percursos que podem ser realizados em 4 dias, chamado da Trilha Inca Clássica, o mais popular, tradicional e o mais solicitado pelos turistas e que requer muitos meses de antecedência para comprar o ingresso e a outra rota é de 2 dias denominada Trilha Inca Curta, destinado a pessoas que não querem fazer muito esforço físico e dispõem de pouco tempo, porém querem viver uma experiência única. Então não há desculpa para não se embrenhar nesta aventura. Qualquer percurso fará com que você desfrute de novas experiências.

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